Mon coeur mis à nu


The show is over, folks.
August 5, 2009, 22:14
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Aviso de antemão: ESSE POST NÃO É SOBRE RELACIONAMENTOS. Não amorosos, enfim. Ele é sobre os acontecimentos do último mês que mostraram o shift louco de crescimento de pessoas que eu amo, que eventualmente se refletem em mim, e como eu penso que isso de fato é o primeiro choque da segunda década.

Primeiro, eu vou falar do primeiro. E esse é o da pessoa que esteve mais constante na minha vida nos últimos três – quatro anos. Ela é minha amiga por afinidade – e a primeira dessas que eu tive desde que cheguei na cidade grande(sic.). E ela sempre foi uma das pessoas mais talentosas que eu conheço, e nunca tive pretensão de ser tão metade maravilhosa do que ela realmente é; ela teve o seu primeiro vernissage aos dezesseis, quando passou pro primeiro edital, e fez isso com toda a classe do mundo, enquanto me ensinava sobre como sapatilhas eram cool, sobre como Britney continua hype, sobre como homens são relativamente disposable e como se tem que pensar em si, e nos amigos, antes de qualquer relacionamento. E ela é dedicada, e me ouviu TODOS os dias depois do meu último término ground-breaking, e me faz acreditar todo o dia que é possível ser feliz. A vida acadêmica dela skyrocketed, e eu tenho MUITO orgulho de tudo isso que ela accomplished, do próprio mérito. E o próximo passo foi ela conseguir uma bolsa numa das melhores universidades do mundo e passar seis meses lá. Confesso, isso me assusta, mas me deixa tão feliz em níveis que é difícil explicar – como é que eu posso sentir tanto orgulho assim de uma pessoa que é de fora da minha família imediata. Mas eu acho que ela faz parte da minha família do coração, com quem se tem cumplicidade quase sangüínea, mesmo que sem muita breguisse em geral, e quem se ama incondicionalmente. Ela vai viajar, morar sozinha, conhecer pessoas novas (não tão bem vestidas quanto eu, a gente já esclareceu isso), e crescer.

Em segundo lugar, uma segunda pessoa. Eu conheci ela quando eu recém tinha vindo morar aqui. E achei ela levemente estranha, mas com o tempo eu descobri como ela era demais – mesmo sendo muito diferente de mim – e como ela tinha um coração daqueles ótimos, e como ela era carinhosa, e escrevia bem, e tinha paixões platônicas pelos professores (dido, right.), e como ela lidava com a sexualidade dela de modo muito diferente do que eu conseguiria lidar, mas que não deixa de ser admirável e bonito – fazem parte tão grande de quem ela é todas essas coisas…! Ela se formou. E eu fui na colação, e chorei, e pensei sobre como é uma etapa grande que ela acabou de cruzar. Isso me deixa muito orgulhosa, é o que ela sempre quis e o que ela, tão cedo, já conseguiu. Eu torço MUITO por ela, mesmo que a gente quase nunca se fale – só aniversários, agora formaturas, eventualmente casamentos e, mais eventualmente ainda, batizados (insira o sinal de choque dela aqui e o grito de ‘deusmelivreeguarde’).

Em terceiro lugar, uma pessoa que eu conheço há um ano, quando eu estava completamente perdida na vida em termos masculinos. E eu achei a amizade perfeita de homem-mulher, que eu sempre pensei urban relationship mith – e ele fez com que eu acreditasse em MUITAS coisas que eu achava serem urban relationship miths, como o do cute well dressed straight man, do homem que sofre por amor, das caronas sem segundas intenções – e ele me deixou feliz demais. Sério. Ele mudou a minha vida. E eu nem consigo por em palavras o que eu sinto quando eu vejo ele crescer e se tornar tudo aquilo que ele sempre sonhou (o que eu sempre sonhei, por extensão) pra ele. E ele vai trabalhar num lugar longe de mim, mas nunca vai deixar de ser o meu exemplo, de quem faz mil coisas ao mesmo tempo, que dá um jeitinho de ver os amigos, que me leva em casa. Ele foi o primeiro a me dar bichinhos de pelúcia, e foi o único que eu gostaria que tivesse feito isso, e eu dormi com o Pudim (that’s its name) todos os dias aquela semana cáustica do início do ano, e me deixou muito mais confortável e me fez sentir muito amada. Vou perder meu wingman, meu querido, minhas implicâncias, minhas críticas, meu olhar de urso, mas eu sei que é pra uma coisa muito maior e melhor, então tudo bem!

Enfim, eu contei essas três histórias muito mais porque eu precisava escrever sobre elas do que eu queria que lessem. Elas são a prova de que eu vou fazer vinte anos daqui a muito pouco tempo. Todas as pessoas em volta de mim – eu citei três casos paradigmátcos, mas há mais – são um reflexo de que nós estamos ficando muito adultos. E temos muitas responsabilidades novas. E muitas coisas estão mudando. E eu tenho medinho, mas ao mesmo tempo eu fico muito feliz que isso finalmente está acontecendo, por todos os lados. É uma onda gigante que ninguém pode parar, é o tempo se refletindo na gente. This show is over, say goodbye, mas ele é só o fim do primeiro ato de muitos. Mal posso esperar pras formaturas continuarem, os trabalhos começarem, as promoções acontecerem, os casamentos, os batizados. Acho que agora eu comecei a viver.


1 Comment so far
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que lindo,lu.espero que as pessoas a quem tu se refere tenham lido, pelomenos as que eu conheço.

Comment by Fer Gold




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